Difíceis decisões iminentes para o Gerente geral do Red Wings Ken Holland
Por Chris McCosky, do The Detroit News.
Tradução: Fábio Monteiro, da sucursal do Red Wings Brasil em Taguatinga.
Gostaria de saber se Ken Holland tem conseguido dormir por esses dias.
Além de ter difíceis decisões para tomar nas próximas semanas sobre o elenco, o gerente geral do Detroit Red Wings tem um complicado problema para resolver na próxima temporada. Quatorze jogadores do atual elenco estão no último ano de seus contratos e serão agentes livres restritos ou irrestritos.
Holland pode estar pensando em reconstruir metade da equipe neste verão, e tudo o que está em jogo não é se o capitão Nicklas Lidstrom volta para mais uma temporada. Porque entendam o seguinte, se Holland não formar um time competitivo para a próxima temporada, um que Lidstrom sinta que pode competir pela Stanley Cup, o capitão pode juntar suas coisas e voltar para a Suécia.
Ninguém pode esperar que Lidstrom, aos 40 anos, aguarde um ano até que o time se reconstrua, e Holland sabe disso. Mas Lidstrom provavelmente fica em Detroit, caso tenha outra oportunidade de ganhar a Stanley Cup.
Então cada movimento que Holland faz de agora em diante será feito com dois objetivos em mente: ganhar hoje e continuar vencendo amanhã.
Eles dizem olá, quem diz adeus?
Mas antes de tudo, o que Holland vai fazer quando Johan Franzen e seus US$3,9 mi estiverem de volta?
Ele já teve que mandar Justin Abdelkader de volta para Grand Rapids, para a eventual volta de Tomas Holmstrom. Quando Franzen voltar, mesmo sem os US$850,000 de Abdelkader, o Red Wings ultrapassará o teto salarial em US$650,000.
E pra piorar a situação, Andreas Lilja parece estar livre dos sintomas pós-concussão que o aflingiram por mais de 11 meses. Ele é esperado para iniciar uma temporada de reabilitação em Grand Rapids, esta semana.
Se ele voltar, isso é mais US$1,25 mi para ser cortado da folha de pagamento. No total, US$1,9 mi.
Agora, não me interpretem mal aqui. Holland não está se queixando de ter que tomar essas decisões. Na verdade, ele está vibrando, porque isso significa que o time de talentos está cada vez mais profundo. Franzen não é apenas um atacante de primeira, ele marca grandes gols, gols em grandes jogos, gols em terceiro período, gols de vitória. E Lilja, se tudo der certo e ele recuperar sua forma, será um enorme ganho para a defesa.
Mas não vamos nos antecipar. Ainda há uma série de obstáculos a serem vencidos para que Lilja possa retornar, então vamos removê-lo da discussão e pensar apenas nos US$650,000 que vamos ultrapassar com a volta de Franzen.
A resposta mais fácil, como
eu disse semana passada, é tentar negociar Ville Leino. Ele ganha US$800,000 e se eles não puderem negociá-lo, o mais provável seria algum outro time retirar Leino dos waivers.
Mas é realmente tão fácil assim desistir de um jogador de 26 anos tão hábil como Leino? Ele foi a primeira pessoa no gelo
sábado, trabalhando no seu controle e chutando pra longe pucks dispersos, do seu jeito. Ele realmente tem uma habilidade incrível e um chute poderoso. Cedo ou tarde, ele vai achar seu jogo no nível da NHL.
Existem outras opções
Se não Leino, quem então? Você tem que pensar baseado em performances. Drew Miller e Patrick Eaves estão fora de discussão. Ambos têm sido inestimáveis, jogadores de múltiplas funções.
Brad May? Seu salário é de US$500,000, o que significa que teriamos que dispensar ele e outro jogador. Mas o Red Wings realmente quer jogar o resto da temporada e os playoffs sem um jogador com May?
O ditado popular diz que os "enforcers" não têm papel nenhum nos playoffs, mas May tem sido muito mais que um enforcer nos Wings. Ele tem sido sólido, checker de quarta linha. Ele tem sido o tipo de xerife que os Wings são criticados por não ter. Seria um erro mover May para os waivers, na minha opinião, e eu aposto que o treinador Mike Babcock concorda comigo.
Que tal Kirk Maltby? Depois de tudo que ele fez pela organização por esses anos, depois de tudo que ele fez no sentido de orientar jovens jogadores como Abdelkader e Darren Helm, poderia Holland esperar com ele mais umas semanas e dizê-lo que seus serviços não são mais necessitados?
Holland poderia, talvez, pedir-lhe para se aposentar e oferecer-lhe um emprego na organização?
Duro, duro pedido.
Mas deixe-me responder a questão que foi colocada no início - Holland não está perdendo o sono. Ele não está por ai parecendo abatido e estressado. Na verdade, ele parece estar energizado pelo desafio. Como todos os grandes gerentes, ele trabalha três ou quatro passoa à frente de qualquer outro. Ele já sabia que poderia confrontar tais decisões e quando o tempo chegar para ele entrar em ação, ele vai ter feito todo o seu trabalho e estar pronto para fazer o que tiver de ser feito.