Não basta torcer, tem que participar quebrar a cabeça. Tentando visualizar o futuro, vamos lá:
Cenário para os playoffs
O que sabemos:
- em 58 jogos, os Wings tem 64 pontos (55.1%)
- a média projetada para o 8º colocado do Oeste é de 95 pontos
- os Wings precisariam de 31 pontos (64.6%) em 24 jogos para chegar aos 95
31 pontos em 24 jogos podem ser conseguidos numa campanha de 12-7-7 até o fim. Mas, para ser um pouco mais realista, e melhorar o número de vitórias (primeiro critério de desempate), minha meta seria uma campanha de 14-10-3.
Não é uma meta inatingível (muito pelo contrário), e possivelmente esses 95 pontos nos colocariam em 6º ou 7º na Conferência, pelo simples fato de confrontos diretos diminuírem um pouco a projeção de 95 pontos. Além disso, acredito que daqui para frente teremos uma quantidade um pouco menor de jogos de 3 pontos.
Com o time saudável, depois da folga Olímpica, com jogadores e treinador focados apenas na temporada, não é difícil chegar aos playoffs.
O time completoQuase todo mundo de volta, possível exceção (por enquanto) de Patrick Eaves. Não vou me preocupar com as linhas para o próximo jogo, mas sempre é divertido projetar as linhas de ataque com todo mundo disponível.
Primeiro o ataque, partindo de algumas premissas:
- tendo como base as linhas das primeiras partidas (com Helm, Eaves, Miller; sem Leino e Abdelkader)
- imaginando que Brad May está com dias contados
- mantendo juntos os "Corvettes Vermelhos" (Draper-Helm-Eaves)
- o fato de Mike Babcock gostar de ter quatro linhas equilibradas a seu dispor
Meu time seria
Franzén-Datsyuk-Holmstrom
Cleary-Zetterberg-Bertuzzi
Miller-Filppula-Williams
Draper-Helm-Eaves
Colocaria Maltby assistindo os jogos, e não tenho paciência para imaginar como poderia ficar o time nas poucas vezes que ele participasse (mas provavelmente seria no lugar de Miller ou Draper, sendo que Eaves poderia jogar na terceira linha quando Miller ficasse de fora).
Agora a defesa, com as seguintes prerrogativas:
- Jonathan Ericsson só parece um jogador de NHL quando joga ao lado de Niklas Lidstrom
- a atual segunda linha (Kronwall-Stuart) é irresponsável quanto ao posicionamento
- considerando Andreas Lilja de volta
- considerando que brett Lebda sai do time
Usaria os seguintes pares
Lidstrom-Ericsson
Rafalski-Kronwall
Stuart-Lilja
Meech voltaria ao seu lugar costumeiro fora do gelo, podendo entrar no lugar de Ericsson ou Lilja. Por motivos óbvios, em momentos decisivos deixaria Ericsson e Lilja esquantando o banco (e Stuart também).
No gol eu realmente não sei o que fazer. Jim Howard vem sendo menos brilhante nas últimas partidas, o que pode significar cansaço ou volta à realidade. Chris Osgood é um goleiro de nome em momentos importantes, mas não podemos nos dar ao luxo de perder jogos para que ele volte a entrar no ritmo.
Howard deve continuar a começar a maioria das partidas, mas numa proporção menor. Dos 21 jogos pós-Olimpíadas, acho que vamos ver uma divisão em torno de 13-8 a favor do calouro.
"Pior post do blog" e as chances reaisO post pessimista do Humberto gerou algumas reações explosivas. Um leitor chegou a chamar de "pior post do blog". Outro pediu novamente pela cabeça de Brian Rafalski.
Mas minha gente, foi um post normal. Normal quando o time sofre a 183ª virada na temporada, e dessa vez com três gols de vantagem. Pode ter sido um efeito retardado, afinal fio enviado um dia depois do jogo, mas não é o "pior post do blog". Lembrem-se, nos comentários eu já pedi que demitissem Mike Babcock. Esse sim foi o "pior comentário".
Tenho certeza (ou não) que agora o Humberto está mais calmo, assim como eu não quero ver o Babcock em outro time dando uma surra na gente na pós-temporada.
Costumo chamar Mike Babcock de Tio Mike. Recentemente já disse que nesta temporada ele estava mais para aquele tio bêbado (que todo mundo tem) que envergonha a esposa e os filhos na festa de Natal, enquanto a gente dá risada escondido para a vó não brigar. Podemos ter um pouco de raiva, ou vergonha, ou sei-lá-o-que do tio naquela hora, mas quando a festa acaba, dizemos "adoro aquele cara".
Esse é o tio Mike. A gente ama e odeia Babcock, e tem medo de que tenha ele falado a verdade quando disse que se aposenta junto com Lidstrom. Mike Babcock é quase gênio e, com um time saudável e talentoso a seu dispor, não tem como ficar de fora dos playoffs, nem que seja por erros dos adversários e cheguemos à pós-temporada tropeçando embriagados, cada um apoiado no ombro outro, todos apoiados em Tio Mike.
E vocês, qual a sua opinião (sobre o time, os playoffs, tio Mike e posts imensos e cansativos como este)?